Diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) em Crianças da 1ª Série do Ensino Fundamental da Rede Pública


Resumo: O trabalho realizado trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva de levantamento que objetivou constatar como é feito o diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) em crianças da 1ª série do ensino fundamental da rede pública de ensino. Relata as características observadas nas crianças com TDAH, o convívio escolar (relações interpessoais) e o acompanhamento familiar no tratamento. O projeto discorre, também, se acontece a parceria escola-família e a rendimento escolar dos alunos com TDAH. Para isso, foi realizada uma entrevista estruturada com cinco professoras da rede pública de ensino. Os resultados mostraram que inquietação e agitação são as características mais comuns entre as crianças portadoras do Déficit, elas apresentam dificuldades nos relacionamentos escolares e a família desconhece o problema. A análise dos dados permitiu afirmar que não existe diagnóstico preciso, este feito pelas professoras por inexistência de profissionais especializados e, em consequência disso, os alunos apresentam baixos rendimentos.
Palavras-chave: Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH); diagnóstico; crianças.

Introdução

Está surgindo um novo modelo de educação, o qual enfoca a preocupação de educadores e especialistas, na tentativa de encontrar soluções para as existentes barreiras de aprendizagem. Dentre essas barreiras, constata-se que os casos de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) são crescentes.
A razão de ser desta pesquisa foi que, tendo em vista o crescente número de crianças hiperativas na sala de aula e a problemática sofrida pelo professor, acredita-se na possibilidade de minimizar essas dificuldades, tanto na relação professor-aluno, quanto na relação deste com os demais colegas.
Dessa forma, procura-se definir o conceito de TDAH, assim como o diagnóstico e as características desse transtorno. Aliado a isso, têm se a preocupação de enfocar sobre o relacionamento familiar e papel da escola no processo de ensino-aprendizagem, essenciais para a otimização do acompanhamento dos alunos portadores de TDAH.
Partindo desse ponto de vista, adotamos como objetivo para este trabalho verificar como é feito o diagnóstico do TDAH a fim de instigar os professores a um aprofundamento maior sobre esse tema. Além disso, instigar, também, os professores a fazerem uma parceria com os pais e analisarem a razão de mau rendimento escolar do hiperativo, tendo em vista que o nível intelectual deles, na maioria das vezes, apresenta-se normal.
Os pressupostos teóricos deste estudo consideram autores como: Andrade, Rohde et al, Gilda Rizzo, Tiba, dentre outros.
A metodologia aplicada consiste na realização de entrevistas estruturadas, leituras, pesquisas na internet, artigos de revistas especializadas, dentre outras fontes que sirvam de subsídio para embasar esse texto.
A pesquisa em questão está organizada em 1-Referencial Teórico, subdividido em 1.1-Características da Hiperatividade; 1.2-Diagnóstico; 1.3- A hiperatividade e a família; 1.4- O papel da escola. Em seguida, 2- Metodologia; 3-Análise e Discussão dos Dados; 4-Considerações Finais.
E por fim, temos a conclusão dos estudos feitos, bem como o 5- Referencial Bibliográfico e os anexos.

1 Referencial Teórico

1.1-Características da Hiperatividade

O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um dos distúrbios comportamentais comumente diagnosticado em crianças. Ele é caracterizado por desatenção, tendência à distração e impulsividade. Alguns autores também sugerem que os distúrbios de conduta podem estar associados aoTDAH.
Segundo Rohde et al (1998), a tríade sintomatológica clássica do TDAH caracteriza-se por desatenção,hiperatividade e impulsividade.
Todos esses sintomas se iniciam nos primeiros anos da infância, mas são identificados mais tardiamente, tanto em casa como na escola ou no trabalho. Entretanto,o distúrbio é melhor reconhecido na escola,pois é o período no qual as dificuldades de atenção e inquietude são perceptíveis pelos professores,quando comparadas às outras crianças da mesma idade e ambiente.
Esses sintomas observados nas crianças são, dentre outros, agitação, problemas na organização de atividades e dificuldades de relacionamentos interpessoais.
Segundo Gilda Rizzo (1985), as meninas que sofrem de TDAH são distraídas, falam demais ou se isolam. Os meninos não conseguem manter amizades por muito tempo, devido a agitação. Outras características que podem ser visivelmente observadas são: impulsividade, antecipação de respostas e inabilidade para esperar um acontecimento. A dificuldade de aprendizagem é a principal causa de fracasso escolar, sendo que ela está presente em 20% das crianças com TDAH.
O TDAH não é observado apenas na infância, pesquisas apontam que esse transtorno atinge os adultos em 4%. O TDAH é uma síndrome heterogênea, sendo que a etiologia é multifatorial, dependendo de fatores genéticos e adversidades biológicas e psicossociais.
O TDAH se subdivide em três tipos: a) TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; b) TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade; c) TDAH combinado. O tipo com predomínio de sintomas de desatenção é mais freqüente no sexo feminino e parece apresentar, conjuntamente com o tipo combinado, uma taxa mais elevada de prejuízo acadêmico. As crianças com TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade, por outro lado, são mais agressivas e impulsivas do que as crianças com os outros dois tipos, e tendem a apresentar altas taxas de rejeição pelos colegas e de impopularidade. Embora sintomas de conduta, de oposição e de desafio ocorram mais freqüentemente em crianças com qualquer um dos tipos de TDAH do que em crianças normais, o tipo combinado está mais fortemente associado a esses comportamentos.

1.2-Diagnóstico

O diagnóstico do TDAH é um processo amplo e multifacetado. Diversos problemas biológicos e psicológicos podem contribuir para a manifestação de sintomas similares apresentados por pessoas com TDAH.

Paisagem natural



Desenhos feitos após uma visita a uma área próximo da escola, onde os alunos observaram a paisagem natural da comunidade.

Escola em ação

 Conversa com o Sr Nozinho sobre a história da comunidade
 Aconchego com as crianças

 
 Após a confecção de cocar, as crianças desfilaram imitando os índios
 Confecção de maquete
 Visita a caatinga, observando a paisagem natural
 Os alunos se divertindo fora da sala de aula
 Roda de leitura
 Momento de Leitura
 Dramatizando as estórias do livro do Baú de Leitura
 Momento do Baú de leitura
 Distribuição de mudas aos pais de alunos
Técnico do projeto de convivência com o semiárido, falando sobre o plantio na horta.
Caminhada do meio ambiente.

Seu filho é muito agressivo e bate nos outros? Saiba o que fazer



Quando falamos de uma criança agressiva estamos nos referindo a um padrão de comportamento e não de um tipo de personalidade, como explica a psicóloga Rosimeire Oliveira
Olá, eu tenho dois filhos de idades de cinco e um ano. O mais velho desde que começou a ir a escola começou com atitudes hostis com amiguinhos como morder e bater. A pedido do colégio, procurei psicólogo que me ao fim informou que era um caso normal de uma criança que cresceu junto com adultos e cercado de toda atenção pra ele. No ano seguinte me mudei e ele mudou de escola e os problemas continuaram e novamente fui aconselhada a levá-lo a psicólogo, que não diagnosticou nenhum problema. Hoje ele está no terceiro período e muito pior do que os dois períodos anteriores, apesar de ser muito inteligente. Ele é carinhoso em certos momentos, sensível e tem um “bloqueio” com o pai desde pequenino. Moro com um outro rapaz que sempre foi muito presente e amigo dele, e tive o filho mais novo. Ele tem usado muito a cor preta em seus desenhos, rabiscos ou qualquer coisa que envolva a pintura. Já conversei, coloquei de castigo, e até mesmo fui contra o que detesto e acabei por bater nele também. E não é só na escola: é em casa com o irmão, na rua com os vizinhos e agora até mesmo com padrasto. Preciso de ajuda para saber o que fazer.
Agradeço desde já.
Quando você conversou com ele sobre o comportamento agressivo o que foi que ele disse? Entender o que ele pensa e quais são suas justificativas é o primeiro passo para ajudá-lo.
Crianças com essa idade tendem a ser mais ativas, isso é normal. Porém, a agressividade que você relata pode ser sinal de alguma dificuldade de convivência em grupo. Isso pode ser prejudicial para o futuro dele, uma vez que é na infância que formamos a nossa personalidade.
As crianças são muito emocionais e pouco racionais. Por algum motivo o seu filho está expressando suas emoções por meio da agressividade. Sentimentos de vulnerabilidade e insegurança costumam ser o motivo da agressividade nas crianças, e também nos adultos.
A entrada na escola é um acontecimento totalmente novo e traz muitas mudanças na vida emocional das crianças. O esperado é que essa mudança ensine a criança interagir com as outras pessoas, desenvolver habilidades sociais e se adaptar a ambientes diferentes do familiar. Mas, algumas crianças podem não se beneficiar desse contato e, ao invés disso, sentem necessidade de agir de maneira agressiva como forma de se defender de um ambiente que é considerado por ela como hostil.
Como resultado desse comportamento, as outras pessoas respondem com irritação, mais agressividade, punição e isolamento. Desta forma, elas se sentem ainda mais hostilizadas, e consequentemente, sentem necessidade de se defenderem com mais agressividade. Acaba virando um círculo vicioso.
Mas, fique tranquila, esse é um fato comum, você e seu filho não é o único a passar por isso. Existem formas eficazes de lidar com a agressividade das crianças. É fundamental diferenciar o mau comportamento de uma criança má. Quando falamos de uma criança agressiva estamos nos referindo a um padrão de comportamento e não de um tipo de personalidade. Ao invés de rotularmos a criança como má, devemos compreender que ela está agindo assim porque, provavelmente, não aprendeu uma forma melhor de interagir com os outros. A agressividade nada mais é do que uma maneira inadequada que seu filho encontrou para mostrar que está com problemas e precisa de ajuda.
Ele precisa aprender que há outras formas melhores do que a agressividade de interagir com outros e de pedir ajuda para resolver os seus problemas. É importante que você consiga mostrar para ele os benefícios de se comportar de outras maneiras.

Quando uma aula dá errado.


Já parou para pensar em todas as vezes que você preparou as aulas, preocupou-se em pesquisar materiais, escolher um vídeo, um determinado mapa ou gráfico e quando esta aula foi ministrada tudo deu errado ?
A ideia é que os alunos estivessem ávidos por aprender, mostrassem interesse e participassem da aula, mas nada disso aconteceu. Você encontrou alunos apáticos, desinteressados, ou então a grande maioria estava ocupada em ligar o celular, brincar com algum joguinho, ouvir uma música, trocar bilhetinhos, olhar pela janela, prestar atenção ao colega. Na verdade eles estavam muito “ocupados” para prestarem atenção na sua aula.
Mas, o que deu errado ? Bem, temos de analisar qual é a estrutura de uma aula fadada ao fracasso para você conhecer o que precisa ser evitado na próxima vez que for prepará-la.
- Aula Nota 0: Elementos que fazem com que uma aula dê errado:
01.   jamais entre na sala de aula despreparado, ou com uma aula preparada no último minuto, saiba que é o maior descaso com os alunos fazer isso,
02.   a aula não é para você, por isso jamais seja “verborrágico”, ou seja, não fique falando todo o tempo e só com termos difíceis do aluno entender,
03.   não use o tom de voz monótono, sem vibração ou calor. Talvez essa seja a sua 10ª. Turma, e você já está entediado em abordar o mesmo assunto, porém os alunos captam essa vibração,
04.   jamais elabore aulas que não dêem espaço para os alunos interagirem, darem opiniões ou fazerem perguntas,
05.   não faça do livro didático a sua muleta, você pode, e deve, saber andar sem ele.
06.   nunca faça perguntas fechadas do tipo “sim”, ou “não”
07.   jamais faça perguntas que dependam de voluntários para responder
08.   evite distribuir o tempo em: explicar, fazer exercícios e correção (esse é o modelo clássico da  “decoreba”.
- Aula  Nota 10: Elementos que fazem com que uma aula dê certo,  é  quando o professor:
01.   elabora a aula adequando-a ao linguajar e expectativas do aluno
02.   promove e estimula a interação dos alunos com perguntas abertas e contextualizadas às vivências dos alunos
03.   mostra paixão e vibração em suas aulas
04.   diversifica as estratégias de ensino e sempre está testando novas práticas de ensino
05.   traz o mundo para dentro da sala de aula por meio de jornais, debates, noticiários, músicas, assuntos polêmicos, assuntos inovadores, etc.
06.   faz com que o conhecimento da sala de aula tem sentido no mundo fora dela, para que os alunos possam assim, compreender o sentido de estarem aprendendo aquilo
07.   tem sempre um plano “B” para quando o vídeo, ou DVD não funcionar
08.   mostra-se sempre criativo e proativo em todas as situações
09.   tem senso de humor o bastante para rir de si mesmo e rir junto com os alunos
10.   por meio de todas as suas aulas, tem a convicção de que entregaram algo realmente significativo e que vai tornar a vida daqueles jovens menos difícil
Dê uma olhada no seu plano de aula de amanhã, levante a estrutura que você enquadrou essa aula, selecione os elementos que a compõem e faça os ajustes que achar necessário.  Depois conte para a gente no blog.
http://www.sosprofessor.com.br/blog/

Avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa




O ano letivo começou, e então você já deve estar pensando, “ começa tudo de novo, e terei os mesmos problemas que tive no ano anterior”. Bem, se essa é a sua atual visão das coisas, quero lembrar que a definição de loucura é “fazer tudo do mesmo jeito e esperar que o resultado saia diferente”. Assim sendo, se você fizer exatamente o que fez no ano passado, certamente colherá os mesmos resultados ao longo deste novo ano.
Ocorreram problemas de indisciplina ? Baixo aprendizado ? Se a resposta foi SIM para uma das perguntas ou para ambas então você precisa repensar a sua prática atual ! E a melhor maneira de fazer isso é perguntar-se: “ como os meus alunos estão chegando ? quem são eles? O que eles já sabem? O que precisam aprender ? como eles poderão aprender melhor ? “.
Lembre-se que  o Planejamento não é sobre você ou suas necessidades. Quem dita o quê e o como,   são os alunos. São as necessidades DELES que precisam ser atendidas. Para isso é preciso investigar e encontrar as respostas para as perguntas que foram feitas anteriormente.
A ferramenta que você usará para responder à essas perguntas é realizando a Avaliação Diagnóstica. Não importa a matéria que você leciona, ou o grau de ensino. Quer seja no Infantil, Fundamental, Médio, Técnico ou EJA, a Avaliação Diagnóstica presta-se ao mesmo objetivo: diagnosticar, verificar e  levantar os pontos fracos e fortes do aluno em determinada área de conhecimento.
É importante frisar que, infelizmente, muitos Professores utilizam apenas prova escrita para a realização desta avaliação. Quando na verdade existem mil e uma maneiras de realizar este levantamento de forma que os resultados sejam mais verdadeiros que aqueles levantados em uma mera prova escrita.
Esta avaliação não se restringe apenas ao início do ano letivo, porém deve ser usada ao longo do processo de aprendizado, para isso lance mão de  dinâmicas, jogos, debates, desafios, apresentações, vídeos, produções musicais, construção de maquetes, resolução de problemas, brincadeiras, criação de blogs, fórum,  etc.

Transtornos quanto a dificuldade de aprendizagem



Transtornos da linguagem

Os transtornos da linguagem são alterações que têm maior incidência na área expressiva. São caracterizados por déficits na compreensão ou produção, não ocorrem por estimulação lingüística pobre, perda auditiva, atraso mental, déficit motor ou doença neurológica.
O processo de aquisição da linguagem está alterado desde estágios precoces de desenvolvimento.



ALTERAÇÕES DA LINGUAGEM COM MAIOR INCIDÊNCIA NA ÁREA EXPRESSIVA


Transtorno fonético
Afetam a produção da linguagem. A dificuldade está localizada na área motora, articulatória; são chamados dislalias de desenvolvimento e tendem a desaparecer com o desenvolvimento, sem a necessidade de uma intervenção terapêutica. Se persistirem passam a ser considerados transtornos fonéticos. Podem ser devido a um déficit cognitivo, sensorial ou sócio-cultural, ou a um transtorno emocional.

Transtorno fonológico
Refere-se à dificuldade de fala nas crianças; afeta a discriminação auditiva perturbando os mecanismos de conceitualização dos sons e a relação entre significante e significado.
Apesar de o prognóstico ser positivo, é importante um programa de terapia da linguagem por volta dos 5 anos para evitar dificuldades posteriores na aquisição da lectoescrita.

Disglosia
É também chamada dislalia orgânica e caracteriza-se por alterações na articulação dos fonemas, devido a problemas congênitos ou adquiridos dos órgãos envolvidos na fala como a língua, os lábios, os dentes, a mandíbula e o palato.

Primavera: estação das flores em aulas remotas

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, ESPORTE, CULTURA E LAZER ESCOLAS; ALBINO CARLOS GUIMARÂES, VERISSÍMO FERREIRA DA SILVA, ESTEFÂNIO SIMÕES D...